Depois de tantos planos que nunca se concretizavam, por fim
dançamos.
O salão era só nosso, com exceção de um casal encostado na
parede. Já era fim de festa. Você chegou atrasado e eu não esperava te ver ali
(eu tinha uma certa esperança de que você aparecesse, é verdade, mas mesmo
assim, quando você chegou, me surpreendi).
Feito a nossa medida, percorremos grande área daquele espaço cheio de música. Eu nos seus braços, colando o nariz no seu pescoço. Você cheirando meu cabelo e apertando meu corpo no seu.
Não sei se pela quantidade de álcool ou de giros que você me deu –o mais provável que pela combinação dos dois-, eu me sentia tonta.
Agora pensando bem, acho que o motivo não era nenhum dos dois.
Mas o beijo. Esse beijo. O beijo não era o mesmo.
Fazia mais de dois anos que eu não te beijava.
Mas o beijo não devia ajudar esse momento reprisado?
Feito a nossa medida, percorremos grande área daquele espaço cheio de música. Eu nos seus braços, colando o nariz no seu pescoço. Você cheirando meu cabelo e apertando meu corpo no seu.
Não sei se pela quantidade de álcool ou de giros que você me deu –o mais provável que pela combinação dos dois-, eu me sentia tonta.
Agora pensando bem, acho que o motivo não era nenhum dos dois.
Mas o beijo. Esse beijo. O beijo não era o mesmo.
Fazia mais de dois anos que eu não te beijava.
Mas o beijo não devia ajudar esse momento reprisado?
Eu não era mais a mesma.
Você não era mais o mesmo.
E o beijo.
Você não era mais o mesmo.
E o beijo.
Aquele beijo.
Definitivamente
não era mais o mesmo.
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